- Este é um Dr, advogado, tem o seu próprio escritório no centro da cidade, Dr. João. Foi assim que um conhecido apresentou um amigo em comum a alguém.
Eu aprendi desde pequena que é correto dizer primeiro o meu nome às pessoas quando me apresento e em norma é o que todos fazem. Depois de dois dedos de conversa, vem a profissão e os demais assuntos. Pelos vistos as coisas estão a mudar e agora para muitos, o título vem em primeiro.
É como na realeza: eis que vem a Duqueza de não sei quantas, Maria que tem mais de dez sobrenomes. E por aí adiante.
Se a moda pega, isto de dizer os títulos e a posição social vai com certeza ser um bom negócio para quem faz cartões de visita, porque definitivamente vão ser precisos mais tintas e papel para caber todas as conquistas de uma vida de sucessos e desilusões.
imagina isto:
- Este é o Dr, fulano, desempregado mas muito inteligente e com boas perspectivas de um futuro melhor.
Se bem que acredito que o título, para nós, comuns mortais, só vai ser usado em casos de sucessos. Talvez seja uma forma do outro sentir-se bem, valorizado, e num mundo onde o exibir é o prato principal em todos os círculos, mostrar que se relaciona com alguém bem sucedido, pode ser encarado como um triunfo, mais um ponto na caminhada rumo ao topo da montanha.
Quem não gosta de estar no meio de pessoas influentes e de sucesso? A questão é: quando é que se ultrapassa esta frágil linha entre a vontade natural de conhecer e até mesmo sentir-se inspirado pelas pessoas que conquistaram o sucesso fruto de muito trabalho e dedicação, e a necessidade de se mostrar ao outro, de se exibir pura e simplesmente?
quinta-feira, 6 de novembro de 2014
quarta-feira, 5 de novembro de 2014
Gosto de caminhar ao ar livre!
Gosto da sensação de comunidade que se estabelece numa simples caminhada no parque de costume, quando já chamamos pelo nome aquele cão que acompanha sempre o seu dono nas caminhadas do final da tarde.
segunda-feira, 20 de outubro de 2014
CALL ME, MAYBE!
É a primeira visão do meu amanhacer e o último do meu anoitecer. Ele me desperta de manhã a hora certa, mantém-me sempre informada e em sintonia com os últimos acontecimentos, deixa-me estar em permanente contato com familiares e amigos, é claramente de uma importância capital para a minha vida pessoal e profissional.
Não leva a mal quando digo que estou com tensão pré-mestrual e ignoro-o completamente, mesmo quando penso em trocá-lo por outro ele continua aí, firme ao meu lado, para o bem e para o mal ele está comprometido em fazer-me feliz.
Mas a vida é cruel e eis que chega o momento do desencanto, o desgaste é visível embora ele continua a dar o seu melhor. Não é ele, sou eu, quero algo mais, mais excitante, algo novo, diferente.
Apesar de tudo o que vivemos, da nossa história de amor é hora de pôr um ponto final na relação. Apaixonei-me por outro, não foi planeado, aconteceu, resisti o quanto pude mas esta atração é inevitável e entrei de cabeça nesta nova relação.
E foi assim troquei o Iphone 5S pelo 6.
Com os altos e baixos próprios de uma relação, que esta seja satisfatória, prazerosa, pelo menos, até que a apple nos separe.
SENTIMENTO DE IMPOTÊNCIA!
SENTIMENTO DE IMPOTÊNCIA
De dentro do edifício onde eu estava pude observar uma jovem ainda nos seus 20 a caminhar de uma forma anormal o que me fez aproximar da janela e segui-la de longe. Vestida de umas calças piratas (acho que este é o nome para as calças um pouco abaixo do joelho) e coberta apenas pelo sutiã na parte superior, a mulher sentou-se no banco de uma paragem de autocarro, recostou-se toda e manteve a cabeça toda levantada enquanto se abanava com as mãos, como quem está com muito calor. Por acaso era uma tarde bem quente com a temperatura a rondar os 30 acima. Segundos depois levantou-se e começou a dar a volta agarrada ao poste de sinalização mesmo em frente do banco e seguiu o seu caminho.
Obviamente drogada e delirando, pensei eu com tristeza. Por breves instantes enquanto ela estava sentada pensei sair e perguntar se estava tudo bem mas não me atrevi.
De repente vi algumas pessoas correndo incluindo duas enfermeiras que trabalham num edifício, algo aconteceu. Quando saí vi que era a mesma jovem deitada no chão com a cara coberta de sangue segurada pelas enfermeiras, por uma senhora que parou o seu carro quando a viu cair e pelo condutor do autocarro que parou para socorrer a mulher. E eis que chega a ambulância para levar a jovem já desfalecida.
Entre muitos comentários que se geraram, um jovem disse que a viu de joelhos no chão como que procurando algo mas nunca imaginou que ela fosse cair, senão a agarrava antes. O sentimento de impotência era generalizado e eu não parava de pensar o que eu podia ter feito antes dela se magoar. Será que devia ter chamado a ambulância antes, devia ter falado com ela e saber se ela precisava de ajuda? Devia e podia ter feito mais? Vou seguir a via positiva e pensar que foi mais uma experiência ou mais uma lição da vida.
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